Entrevista com Stefan Everts
Depois de uma excelente apresentação em 2005, o piloto Acerbis Stefan Everts já pensa em se aposentar. Este ano será sua última temporada no mundial de motocross, esporte no qual já quebrou todos os recordes da história. Confira a entrevista!

Depois de uma excelente apresentação em 2005, o piloto Acerbis Stefan Everts já pensa em se aposentar. Este ano será sua última temporada no mundial de motocross, esporte no qual já quebrou todos os recordes da história. Confira a entrevista!

Para você, qual a importância de se vencer o campeonato mundial em 2006'
Stefan Everts: Não vai mudar o meu lugar na história, mas se perder, aí sim será uma grande manchete. As revistas especializadas dirão que a lenda foi finalmente derrotada, e não quero isso. Essa conquista é o que todos esperam, e essa será minha motivação, não darei chances a ninguém, quero terminar minha carreira sendo o melhor.

Existe alguma chance de você correr uma temporada nos EUA antes de se aposentar'
S.E.: Não tenho nenhum interesse. Me lembro de uma ocasião, depois da etapa do mundial de motocross em Budds Creek nos EUA, em 1999, e Roger De Coster veio até mim e perguntou se eu estaria interessado em correr lá pela Suzuki América, que fez uma ótima oferta. Teria sido uma boa idéia correr lá, porque acabei me machucando logo no começo da temporada do mundial, e foi aí que começou um período de dois anos em que estive afastado das pistas devido às lesões. A oferta foi realmente interessante, apenas para correr o americano de motocross. Roger ficou tão impressionado com minha tocada que me queria na equipe. Mas não me lamento por não ter aceitado.

Você está satisfeito com a sua situação na Yamaha, você chegou a pensar em mudar de equipe para 2006'
S.E.: Rinaldi Yamaha e Sylvain Geboers Suzuki, essas duas equipes são muito boas, mas a Rinaldi tem uma boa posição com relação a testes e tudo mais, e é muito bom trabalhar dessa maneira. Cheguei a conversar com a Suzuki sobre a temporada 2006 e achei que seria interessante correr pela equipe, mas a Yamaha me ofereceu uma chance no passado quando estive machucado e acho que devo algo a eles. Mesmo assim iniciei as conversações com a Suzuki, mas vi que eles não poderiam me oferecer o mesmo que a Yamaha. A Yamaha tem uma nova moto, e estou feliz em permanecer com a equipe Rinaldi.

Fale um pouco sobre como surgiu no cenário mundial'
S.E.:
Eu tinha 16 anos e tinha vencido o campeonato Belga "Júnior" de mx, e Sylvain Geboers já me conseguiu duas motos. Naquela época Giuseppe Luongo também estava montando uma equipe, e os dois juntos, Geboers e Luongo formaram a equipe. O primeiro piloto era Dave Strijbos, o segundo Pedro Tragter, e eu o terceiro. Não consegui motos de fábrica, apenas normais de série. Naquela época Dave era o homem, e Tragter o próximo. O lançamento da equipe foi em grande estilo, em Monte Carlo, como queria Giuseppe.

Sua vitória na Espanha foi a melhor da carreira'
S.E.:
Vencer na Espanha foi bom, mas vencer em Ernee na França foi melhor, quando venci as três classes no mesmo dia. Tive sorte na Espanha porque Joel Smets cometeu um erro, eu não me sentia preparado para vencê-lo. Eu não me sentia seguro depois da minha lesão.

E a etapa em Ernee, fale-nos um pouco sobre essa corrida'
S.E.:
Eu sabia que seria possível vencer nas três classes em Ernee, mas sabia que seria muito difícil. Para mim, a 125 foi aquecimento, na 250 estava quente, e na 500 estava muito cansado, mas consegui vencer.

Esta entrevista foi realizada pelo site MXLarge. Para ler a entrevista completa em inglês, CLIQUE AQUI!

__________________________________________________________________________
Mais Notícias
1/2 - Silva Mattos comemora 24 anos com muita festa
15/2 - Hoffmann garante o primeiro lugar e Dário Júlio o 4 ° no Enduro de Corisco
12/2 - Corisco abre Brasileiro de Enduro de Regularidade para Sandro Hoffmann e Dário Júlio
27/1 - Sandro Hoffmann e Dário Júlio enfrentam primeiro desafio do ano no Piocerá
9/11 - Pilotos Acerbis são destaques nas últimas etapas de Enduro
mais...